


Enquanto o cenário é tomado por participantes da mesma filosofia (preço) fica difícil para o consumidor distinguir o que é contingência do mercado, política de sobretaxa por parte do governo protecionista ou o costumeiro abuso ao consumidor brasileiro (como no caso dos carros em que o modelo que é símbolo de status aqui não passa de carro de adolescentes lá fora).
Mas, quando um "estranho no ninho" aparece, fica claro como água que é possível sim praticar menores preços para os tênis de corrida nesse nosso Brasil e isso ficou claro pra mim com a chegada da Newton no mercado brasileiro.
Mesmo sendo colocado no mercado pelas mãos de uma empresa que não é de forma alguma a mais barateira do mercado, os tênis Newton estão desequilibrando no que diz respeito ao comparativo de preço EUA / Brasil e isso vai ser difícil de explicar, pelo menos para os fabricantes já instalados no Brasil e que tanto reclamam que a política de sobretaxa de US$ 13.85 por par.
Não é possível que US$ 13.85 causem tamanha discrepância na determinação dos preços para a venda, ou é?
Abaixo uma tabela comparativa entre o preço no mercado brasileiro e americano em Reais (convertidos a R$1,80 / Dolar)
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Modelos Preço USA Preço Brasil DIFERENÇA
Nuvem 203,00 549,00 170,44%
Criação 197,00 599,00 204,06%
MLXIV 137,00 499,00 264,23%
Newton 268,00 399,00 48,88%
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Nem preciso dizer que vocês terão que pensar um pouco para descobrir os nomes verdadeiros dos modelos dos tênis (com exceção do Newton), eu é que não sou tolo de dizer… Ô loco!
Note que o cenário piora ainda mais quando damos conta que o Newton é um tênis caro nos Estados Unidos, US$ 149.00 (o modelo do comparativo) comparados aos US$ 112.99 do NUVEM, US$ 109.99 do CRIAÇÃO e meros US$ 76.45 do MLXIV (preços pesquisados no site americano bestrunningshoesprices.com )
Os preços no mercado nacional foram pesquisados em diversos lugares, mas nem precisava, nós que sofremos esse assalto toda vez que compramos um tênis novo, já sabemos os preços decor e salteado!
Bom gente, a intenção desse post é mostrar que tem jeito de melhorar esses preços absurdos que são cobrados por um bom tênis de corrida aqui no Brasil, basta vontade das marcas que aqui já estão instaladas. E que elas abram os olhos rápido, pois a Newton tá correndo na frente e o que é melhor, pisando de forma correta! Rsrsrsr!
Abraços.
No mundo dos pequenos e médios negócios vigora a crença de que é preciso fazer de tudo para fugir da concorrência com grandes empresas. E foi justamente o contrário que a americana NEWTON RUNNING fez ao ingressar na fabricação e venda de tênis de corrida, e literalmente bater de frente com nomes poderosíssimos c
omo Nike, Adidas e Asics. Surpreendentemente, a NEWTON RUNNING vem dando certo, e com seus tênis de cores vibrantes e cheios de tecnologia está começando a “tirar o sono” de marcas que outra reinavam absolutas neste segmento de mercado.
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A história
Tudo começou quando Brian Russell, ao fazer seu habitual treino de corrida, divagou embalado pelos próprios passos, sobre a biomecânica dos pés. Durante boa parte do percurso, ele
refletiu sobre quais ossos pisavam primeiro, como o tornozelo rotacionava, qual seria a forma mais rápida de correr e como um pé descalço reagia a um solo macio. Com base nessas divagações, cogitou desenvolver um novo tênis que tivesse o sistema de amortecimento no centro e na frente do calçado, e não no calcanhar, como na maioria dos modelos disponíveis no mercado, destinado a quem corre pisando primeiro com a frente do pé
. Russell, um inventor profissional, já tinha criado várias geringonças, como uma turbina eletromagnética mov
ida a vento e um aparelho de ginástica para pernas. Graças a este último,
havia participado de uma feira de corrida, onde conheceu algumas pessoas praticantes do esporte.
Por intermédio da neozelandesa Lorraine Moller, medalha de bronze na Olimpíada de Barcelona, ele foi apresentado ao empresário Danny Abshire, que viria a ser seu parceiro na exe
cução do novo tênis. Abshire era um profissional conhecido no meio esportivo, trabalhava fornecendo produtos ortopédicos para aliviar dores causadas por lesões. Quando viu os primeiros esboços do tênis pensado por Russell, reconheceu, ali, uma inovação. O mecanismo de amortecimento consistia numa membrana aliada a um sistema de câmaras que, no momento da pisada, diminui o impacto da frente do pé e, a seguir, impulsiona o corredor. Abshire gostou da idéia e convenceu Jerry Lee, proprietário do imóvel onde funcionava seu escritório, a investir US$ 100.000 dólares no negócio.
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A proposta inicial era desenvolver a tecnologia, patenteá-la e vende
r a licença aos grandes fabricantes. Com os protótipos e as patentes registradas, durante três anos os sócios tentaram vender a proposta. Algumas empresas, como a Adidas, até ouviram suas explicações, mas acharam que a execução poderia sair cara demais. Havia ainda os obstáculos da falta de escala de um público restrito. Os três empreendedores decidiram então prosseguir sozinhos. Abshire procurou um consultor que já tinha trabalhado com a Adidas e que podia auxiliá-lo a encontrar designers freelancers de sapatos. O primeiro tênis, o Bri-tek, era meio esquisito, com o calcanhar e a ponta dos pés exagerados. Mesmo assim, o trio decidiu apostar nele e criou um site para comercializá-lo.
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Poucas pessoas apareceram. Na falta de consumidores, o calçado não pôde ser confeccionado em escala. Quem já tinha encomendado o produto recebeu seu dinheiro de volta. Nesse momento, Lee pensou em desistir. A cartada seguinte foi drástica: Lee e Abshire decidiram continuar o negócio - mas não sem antes tirar Russell da sociedade. “Eu meio que fui expulso”, disse Russell, que vendeu as patentes à dupla e firmou um contrato de consultoria de cinco anos com os empreendedores remanescentes do negócio. Outra mudança radical ocorreu no design. O calçado foi completamente redesenhado pelos próprios empreendedores. A essa altura, eles já entendiam muito sobre tênis de corrida. O resultado foi um produto mais leve, bonito e funcional.
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Os modelos foram enviados a uma fábrica chinesa, que confeccionou os calçados. O nome da marca também mudou. De Bri-tek, passou a se chamar NEWTON RUNNING. A idéia era fazer uma alusão à terceira Lei de Newton, segundo a qual para toda ação há uma reação, que estava na base do mecanismo. O novo nome evocava não apenas movimento, mas também ciência e pesquisas. Muitos detalhes, como embalagens e logotipo da marca, foram pensados com base nesse conceito. Os calçados começaram a ser vendidos em março de 2007 inicialmente pela Internet. Com design diferente para homens e mulheres, estavam disponíveis modelos de amortecimento e de controle de movimento, cada um com versão para treino e para competição. Somente nesse ano foram vendidos cerca de 30.000 pares da marca, cada um por mais de US$ 150 dólares, faixa de preço alta para esse mercado.
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E não demorou muito para que vários atletas profissionais americanos e estrangeiros, como o australiano Craig Alexander, campeão do Ironman Triatlon, aprovassem a qualidade dos tênis da NEWTON RUNNING. Com o passar do tempo, alguns outros atletas, como a australiana Michellie Jones e a suíça Natascha Badmann, aderiram ao revolucionário calçado. Uma das últimas novidades da marca são os tênis para treinamento Sir (masculino) e Lady Isaac (feminino), indicados para um período de transição na alteração da pisada (ao invés de encostar primeiro o calcanhar no chão, passa a tocar no solo primeiro com a parte anterior do pé).
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Em 2009 a NEWTON RUNNING voltou a chamar a atenção do mercado. Mas, desta vez pela embalagem: uma caixa extremamente inovadora, feita 100% com material reciclado pós-consumo, que possui um formato que se encaixa diretamente no tênis, fazendo com que o uso de papel de seda seja desnecessário. Os fundadores da empresa garantem que o melhor mesmo é pisar primeiro com a frente dos pés, pois esse hábito evitaria lesões nos joelhos. Eles também gostam de dizer que, embora a maior parte das pessoas corra pisando primeiro com o calcanhar, o percentual de quem pisa primeiro com a frente dos pés cresce bastante quando se observam os atletas mais rápidos. A proposta parece estar convencendo muita gente. Por enquanto, a empresa está otimista e acelerara os planos de levar os tênis a mais lojas especializadas.
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Como funciona o revolucionário sistema
O que promete: reduzir o impacto sofrido pelo corpo durante o exercício e melhorar o desempenho do atleta na corrida.
Como funciona: por meio de um sistema mecânico, o tênis altera a pisada: em vez de o corredor encostar primeiro o calcanhar no chão, caso de 80% das pessoas, ele passa a tocar a pista com a parte anterior do pé. Esse tipo de movimento imita a corrida com os pés descalços, de menor impacto.
O que dizem os especialistas: antes de encarar longas distâncias com esse tênis, o mais indicado para o corredor é que tente se adaptar a ele gradativamente – sem isso, o esforço exigido de músculos e ligamentos que não costumam ser acionados pode causar lesões. Com um treino prévio, o calçado de fato diminui o impacto do exercício no corpo. Quanto à melhora no desempenho, ela será insignificante para atletas amadores.
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Para entender melhor o sistema e o conceito dos produtos da NEWTON RUNNING, assista ao vídeo tutorial abaixo.
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 2007
● Fundador: Danny Abshire, Jerry Lee e Brian Russell
● Sede mundial: Boulder, Colorado
● Proprietário da marca: Newton Running Company
● Capital aberto: Não
● CEO: Jerry Lee
● Presidente: Stephen Gartside
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 1
● Presença global: 20 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 150
● Segmento: Material esportivo
● Principais produtos: Tênis para corrida e acessórios
● Ícones: As cores vibrantes dos tênis
● Slogan: The Science in Motion.
● Website: www.newtonrunning.com
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A marca no mundo
Hoje a NEWTON RUNNING, que possui uma linha tênis para treino e outra para competição, já comercializa seus produtos quase 20 países pelo mundo. Por produzir produtos para um nicho muito restrito de mercado, seus tênis e acessórios (meias, viseiras, bonés, moletons e camisetas) são encontrados em apenas quase 150 lojas nos Estados Unidos. A marca possui um forte sistema de venda pela Internet e uma única loja própria, chamada Newton Running Lab, localizada na cidade de Boulder no Colorado.
Você sabia?
● A empresa cobra bastante pelo que oferece: o modelo Gravity, para uso em treinos, custa em média US$ 175. Aproximadamente 45% mais caro que o Asics Nimbus 9, eleito o melhor tênis de corrida de 2007 pela revista especializada Runner’s World.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
O texto acima é do blog Mundo das Marcas de autoria de Carlos Eduardo Dias.
http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2009/09/newton-running.html
Apenas uma nova informação:
A partir dessa segunda (22/11) os modelos Guidance Trainer começaram a ser vendidos no Brasil pela loja virtual da Track & Field ao preço de R$ 399,00 em até 10X no cartão e isso será motivo de um novo post a respeito dos preços abusivos que outras empresas praticam no mercado brasileiro de tênis.
Rajesh Durbal
Como vai indo seu treino? Vive reclamando para os seus amigos sobre aquele Tendão de Aquiles dolorido? O posterior da coxa que está sempre "travado"? Esqueça isso. Deixe-me apresentá-lo
ao homem que fez quase todas as nossas desculpas parecerem, devo dizer, indesculpáveis. Conheça Rajesh Durbal. Um triplamente amputado.
Triplamente amputado que terminou o Ford Ironman World Championship há algumas semanas atrás em 14:19:12.
Como aquele tendão de aquiles está agora?
Nascido com uma deformidade congênita em suas pernas e no seu braço direito, Durbal teve suas duas pernas amputadas abaixo dos joelhos quando tinha apenas um ano de idade. Ele também sofreu cirurgias para repor ossos em suas pernas e em seu braço direito .
No ensino fundamental um de seus professores ficou tão inspirado por suas habilidades em participar de atividades que escreeu um livro sobre ele. O ensino médio também não foi tão fácil - Durbal lembra de ter sido chamado de "todo tipo de nome". Ainda assim conseguiu se tornar o recordista mundial dos 100 metros e competir por um time de sky para para portadores de necessidades especiais em Colorado.
Durbal fez seu primeiro sprint triahlon (aqui no Brasil chamam de SHORT 750/20/5) no começo de 2009. Competiu o Ironman 70.3 da Flórida maio passado. Nesse caminho ele inspirou Consuela "Sway"Lively, uma treinadora de triathlon, a começar uma Organização sem fins lucrativos chamada "It's Go Time Events" para conseguir "suporte financeiro e outros para ajudar capacitar indivíduos necessitados ou organizações que ajudem tais indivíduos, a participar de eventos que busquem feitos atléticos ou os encorajem a buscar atividades saudáveis ou mesmo ter um modo de vida mais saudável."
(Lively, uma ex professora de alunos com necessidades especiais, levantou dinheiro para o autismo ano passado e fez o Ultraman do Canadá com um grupo de amigos este ano.)
Lively e sua equipe levantaram dinheiro e equiparam Durbal com próteses de corrida (blades) que o levariam a correr em Kona. Elas obviamente funcionaram.
O que nos leva ao dia 9 de Outubro de 2010 àquela pequena corrida em Kona. Um dia em que Durbal foi o 1.640º atleta a cruzar a linha da corrida que é considerada o evento de esporte de um dia mais desafiador do mundo e também a se tornar o primeiro triplamente amputado a terminar Kona.
Graças ao treinamento de Lively, Durbal se sentiu preparado ao entrar na prova, mas o dia da prova troxe mais que apenas "algumas surpresas".
"A natação foi louca,"disse ele. "Eu apanhei no meio do bolo. Eles não cortam as unhas dos dedos das mãos nem dos pés. Tentar não ser atropelado foi interessante.
O quê? Já é muito sobreviver a tudo isso.
Aqui vão mais algumas coisinhas que eu descobri em minha conversa com Durbal hoje cedo - coisas que garantirão que eu nunca mais reclame a respeito de nenhum problema que eu tiver durante uma prova. (Ok, pelo menos até semana que vem.)
"O percurso de bike foi desafiador - segurando no aerobar com uma mão no vento é difícil,"disse ele. "Tirar as minhas mão do guidon pra pegar uma garrafa d'água naquele vento... Eu quase fui jogado fora da minha bike algumas vezes. Deu um puta medo. Custou muito para a parte superior do meu corpo ter que aguentar algo tão difícil. O que fez a corrida ser muito desafiadora nas primeiras milhas. Eu juntava gelo nas costas porque estava doendo demais.
Outra coisa que eu não sabia sobre triplamente amputados fazendo ma maratona depois de nadar 3.800m e pedalar 180Km: Quando você não têm músculos em suas pernas para te segurar, qualquer decidinha é um pesadelo.
"Eu não tenho os músculos para controlar minha passada - É apenas core (músculos oblíquos, abdominais, lombares e glúteos) ,"ele diz. "Todo o percurso de corrida eu senti como se estivesse fazendo plank (um exercício para os core muscles, como abdominais, por exemplo) e correndo ao mesmo tempo.
Agora, o mais assustador. Como todo Ironman que se preze , Durbal terminou a prova e já está procurando por outra ... mas rápida.
"Eu sei que eu tenho muito mais em mim para ir mais rápido,"diz ele. "Eu falei com meu técnico em fazer o Ironman St. George porquê é uma corrida difícil. Eu amo corridas difíceis - Eu procuro por elas. Eu quero um grande desafio."
Tem algum probema ou dor que você queira reclamar? Rajesh Durbal está procurando por mais desafios e ele não tem duas pernas e um braço. Me parece que ele pode nos mostrar a todos, muito a respeito de como procurar nosso próximo desafio.
Texto extraido de: http://ironman.com/columns/ironmanlife/kevin-mackinnon-meets-yet-another-incredible-ironman-finisher#ixzz14KPRwWR6
Mal traduzido por : Fernando Quirino
E aí, serviu pra você também? Acredite, é Deus!!
Então, levanta a bunda dessa cadeira e vai treinar!
Abraços!